segunda-feira, 25 de setembro de 2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

Família Padilha — Os primeiros Padilhas do Brasil

Notas Históricas e Genealógicas — Edição 5–2017
por: Eduardo Padilha dos Santos

Família Padilha do Brasil — Foto: Ilustrativa

Alguém já lhe contou sobre a origem da família Padilha? E o que contaram?

Ao pesquisar sobre a origem da família Padilha na internet, é fatal que encontremos o seguinte texto:

“O nome Padilha originou-se do nome da nobreza espanhola Padilla, mais especificamente de Dª. Maria de Padilla, mais conhecida como Maria Padilha a amante, conselheira e, posteriormente, esposa de Dom Pedro I, de Castela.”

E por aí vai.
Pedro I de Castela, cognominado o Cruel (1334–1369) — Foto: (Wikipédia)

Mas não foi essa história que ouvi de meus ancestrais!

Histórias
Na verdade ao longo da pesquisa, já ouvi diversas histórias envolvendo a família Padilha, quando trata-se de Brasil vejamos algumas.

Eram espanhóis que chegaram no Brasil no século XVI ou XVII, provindos da nobreza espanhola ou portugueses vindo junto a família real em 1808.

Tem outra, 3 irmãos oriundos da Espanha e ao chegarem no Brasil por volta do fim do século XVII migraram-se cada um para uma determinada região doBrasil, Nordeste, Sudeste e Sul e ali proliferaram suas descendências e assim temos muitas outras histórias e narrações.

Mas qual delas é verdadeira? Difícil de saber não?

Ofato é que há muitas especulações e poucas comprovações. Algumas diria até fantasiosas, outras interessantes e umas um tanto duvidosas, essas devemos tomar uma certa precaução. Todavia aprendi que na genealogia NÃO devemos desprezar nenhum dado fornecido, seja ele via relato oral ou documental, pois ora esses passam a fazer sentido em nosso “quebra-cabeça”.

Enfim, e no Brasil? Qual foi o primeiro Padilha a colocar os pés em terras do domínio da coroa portuguesa?

Quando tratamos de família Padilha no Brasil, sendo esse o foco do artigo aparece uma certa obscuridade, pois não é claro o mapeamento dos primeiros colonos “Padilhas” no Brasil (século XVI, documentação precária), tão pouco a genealogia da família compreendendo o seu ramo europeu mas temos algumas pistas, alguns nomes que apontarei ao decorrer do artigo.

Seriamos nós, Padilhas do Brasil, realmente descendentes da nobreza espanhola? Procedentes do Cruel, Pedro I de Castela?

Talvez, a documentação no Brasil, anterior ao século XVII, diria que é algo terrível de encontrar, caso a obtenha diria que é algo divino. No entanto temos que ser perseverantes e contar com o que encontramos ou ouvimos, e analisar cada caso minuciosamente para tentar traçar uma linha corroborativa.

Partindo desse principio vamos analisar algumas literaturas + enciclopédias + pesquisas de campo e ver o que elas nos oferece.

Padilhas no Brasil

A infografia abaixo demonstra em ordem cronológica, alguns (Padilhas) “importantes” localizados no Brasil, há muitos outros nomes mas estabeleço por enquanto os primeiros registros com suas respectivas comprovações a seguir.


Algum desses nomes é comum para você? Acredito que não, então vamos esmiuça-los.

Detalhamento e Comprovações

A seguir específico 10 troncos da família Padilha, em ordem cronológica de fatos ocorridos aos mesmos. Também eles, estão agregados de suas referências biográficas e documentações pesquisadas, desvelando a veracidade da existência de cada membro citado.

Informo também.
Há muitos outros Padilhas localizados e, que aqui, não vou expor, caso contrário o artigo seria extenso demais. Contudo é possível visualizar todos os membros pesquisados juntamente em companhia de suas respectivas genealogias pelo site omeulegado.com.br.

Documentação

Referência
Revista do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, Edição 61, pág. 86 e 156.

1º — [1589] — Bahia
Cap. André Padilha de Barros (Português), veio em 1589 para a Bahia, onde foi Cap. de infantaria e lutou com os holandeses, tornando-se fidalgo do rei, D. Filipe I e também Filipe II em Espanha. Em 1607, casa-se comMaria Rangel (b. 15.04.1585)-BA e em 1612 teve duas léguas de terras em Passé. Sua consorte é filha de Rafael Teles, patriarca desta família Teles.


Referência
Documentação Histórica Pernambucana — Sesmarias Vol.I, pág. 63–65.

2º — [1699] — Alagoas
Cap. Apolinário Fernandes Padilha (Português), adquiriu o engenho Massayó, hoje atual cidade de Maceió, casado com Beatriz Ferreira não temos confirmação de sua descendência, alguns dizem que voltou paraPortugal outros que sua prole prosperou por outros estados do nordeste, fico com a segunda suposição pois encontrei muitos Fernandes Padilha e FerreiraPadilha dessa região, inclusive em minha linha direta de ancestralidade.




Referência
Conselho Ultramarino — São Paulo, Carta ao juiz ordinárioManuel Pereira Padilha.

3 º— [1700] — São Paulo
Alf. Manuel Pereira Padilha (Português), deixando geração do seu casamento com Inês de Siqueira, bisneta de Antônio Nunes de Siqueira, patriarca desta família Nunes de Siqueira.


Referência
Nobiliarquia Pernambucana Título dos Barbalhos Silveiras, pág. 413, citação a Catarina Barbalho e Aniceto Ferreira Padilha.

4º — [1728] — Pernambuco
Aniceto Ferreira Padilha, morador na Barra do Cunhaú, é natural de Muribeca, que deixou geração do seu casamento com Catarina Barbalho, filha de Francisco Ribeiro Bessa.


Referência
Conselho Ultramarino — Brasil -Pernambuco, requerimento de patente ao Cap. João Baptista Padilha.

5º — [1742] — Pernambuco
Cap. João Baptista Padilha, nasceu (01.08.1742) em Olinda, Pernambuco filho de Lourenço de Freitas e Abreu e Maria Magdalena do Espirito Santo, deixando geração do seu casamento com Ana Maria da Silveria, falecido em (09.11.1803) em Recife, Pernambuco, encontrei algumas cartas de requerimento (oficio) do Capitão junto a corte portuguesa.


Referência
Conselho Ultramarino — Brasil -PE, requerimento do Brig. Antônio Fernandes Padilha.

6º — [1745] — Pernambuco
Sgto-Mor. Lourenço de Freitas Padilha, nasceu aproximadamente (1745), irmão do Cap. João Baptista Padilha citado acima, filho de Lourenço de Freitas Padilha e Abreu e Maria Magdalena do Espirito Santo de seu consorte com Ana Maria Margarida da Conceição, encontrei 02 filhos Antônio Fernandes Padilha e Francisca Fernandes Padilha casada com Manoel da Assumpção Padilha desse casal segue a descendência do Brig. Antônio Fernandes Padilha citado logo abaixo.


Referência
Testamento e partilha de bens de Teodora de Campos Bitancour (1806), com citação a sua filha órfã Ana de Freitas Padilha.

7º — [1770] — Pernambuco
Cap. Leandro Pereira Barbosa, viveu na cidade de Altinho-PE, depois migrando-se para Bonito-PE, deixando geração do seu casamento com Teodora de Campos Bitancour, uma de suas filhas Ana de Freitas Padilha,casara com Vicente Ferreira Callado, filho do Cap. Antônio José FerreiraCallado e Felícia de Almeida, patriarca desta família Callado, de Pernambuco de onde procede meu tronco familiar e de muitos Callado de Pernambuco.


Referência
Assento de matrimônio deAntônio Gonçalves Padilha, assento do livro da cúria de São Paulo (Paraná) neste período.

8º — [1770] — Paraná
Antônio Gonçalves Padilha, esse provavelmente um dos primitivos troncos do Sul do país, no assento de casamento dele sua consorte, Dona Maria França Moreira, diz ser natural da Vila Curitiba ou seja sua geração já estabelecida no Brasil, é filho de Felipe Gonçalves Padilha e Ignacia […] de Assunção.


Referência
Nota de falecimento do Brig. Antônio Fernandes Padilha, emitida pelo Jornal do Recife em 05.08.1862.

9º — [1797] — Pernambuco
Brig. Antônio Fernandes Padilha, nasceu na ilha de Itamaracá na atual comarca de Olinda na província de Pernambuco, no ano de 1797, foram seus pais Manoel da Assumpção Padilha e Dona Francisca Fernandes Padilha , era casado com a Ex. ª Dona Rosa Maria da Conceição Padilha, residente na província de Pernambuco, de cuja união existem filhos, que habitam na côrte, e naquela província, onde o ilustre general tinha muitos parentes. Faleceu em Santa Catarina em (07.07.1865) “Jornal do Recife 05.08.1862”
Nota de falecimento do Brig. Antônio Fernandes Padilha

Referência
Revista trimensal do Instituto do Ceará, Vol 15, pág. 300 e Anaes do Parlamento Brasileiro — Sessão de 1854, pág. 122.

10º — [1800] — Ceará
Maj. Joaquim César de Mello Padilha, cavaleiro do Cruzeiro e Aviz, natural de Pernambuco, que passou ao Ceará, com ramificações na cidade do Rio de Janeiro, deixando uma numerosa descendência com Dona Carlota Maria do Patrocínio.


CONCLUSÃO
Em súmula, percebo a emigração dos Padilla ou Padilhas oriundo daEspanha fora grande principalmente com passagem pela Ilha da Madeira,Portugal e depois chegando ao Brasil entre os séculos XVI e XVII. Há outros ramos da família que desembarcaram no Brasil posteriores aos séculos XVII e XVIII, principalmente pós guerra, originários de Portuga, Espanha, Argentina, Uruguai e até do Chile, esses populando os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e outro.

Os ramos mais primitivos da família Padilha no Brasil deixaram uma imensa descendência principalmente nas regiões do Nordeste e Sul e esses migraram por todo país. Minha descendência procede dos Padilhas do Nordeste da qual obtenho um imenso ramo genealógico com mais de 1.000 nomes pesquisados, porém ainda não estabeleci conexão com o ramo europeu.

Ah,
Quanto a descendência da nobreza espanhola, é possível que possamos dela proceder, não posso afirma com veracidade que sejamos do mesmo tronco de Pedro I de Castela, dado que precisamos levar em consideração muitos fatos históricos e o contexto desses períodos.

Lembram da União Ibérica (1580–1640)?, dinástica entre as monarquias de Portugal e da Espanha após a Guerra da Sucessão Portuguesa, quantos espanhóis (Padilla) devem ter migrados para territórios portugueses e ali, nascendo suas futuras gerações?.


Enfim, mas estamos muito perto de constatar a genuinidade dos fatos e assim identificados faço questão de compartilha-los e contribuir para os anais genealógicos.

Fonte: https://medium.com/meu-legado/fam%C3%ADlia-padilha-os-primeiros-padilhas-do-brasil-6e168357baec#.uslqe0izb

segunda-feira, 20 de junho de 2016

PARTIDO VERDE TEM OPÇÕES PARA A CIDADE

O Partido Verde - PV tem se destacado por participar ativamente em todas as eleições na cidade sempre lançando candidaturas em todos os pleitos. Foi assim em 2008 com candidaturas na majoritária e chapa completa de candidatos a vereador, em 2010 com candidaturas de deputado estadual e federal e em 2012 com chapa completa de vereadores. O partido sempre optou por lançamento de "chapa puro sangue" sem coligar, para oportunizar as candidaturas dos filiados que sempre responderam positivamente. Mas, adotando essa prática, nunca conseguiu eleger candidatos na cidade.

Em 2016 na proporcional novamente os pré-candidatos anseiam por continuar tentando eleger um vereador sem coligar, o que dá oportunidade para o partido lançar 35 nomes dentre seus filiados (30% obrigatório por sexo). E isso só será possível, se o atual presidente Álvaro Scheffer, levar a discussão para a maioria dos pré-candidatos (que já passam dos 50) e eles assim apoiarem. É evidente que uma "chapa puro sangue" dificulta a eleição de um nome, mas neste ano pessoas de grande relevância nas comunidades estão se apresentando como pré-candidatos e o PV deve fazer uma votação suficiente para eleger de 1 a 2 vereadores com folga, até por contar com o vereador Daniel Milla concorrendo a reeleição e devendo aumentar sua votação em relação a 2012.

Na majoritária o presidente AS prometeu dar uma definição ao partido até quinta-feira (23) sobre sua possível candidatura a prefeito mas além dele se apresentaram também como nomes interessados na disputa majoritária o comunicador João Barbiero e mais recentemente a professora e empresária Selma Cogo que já concorreu em 2008 pelo PV como candidata a Vice-Prefeita tendo feito em um bom papel na sua campanha. Ela disputou posteriormente aos cargos de Deputada Estadual e Vereadora sempre com dinamismo e boas propostas para a cidade. É outra boa opção do Partido Verde que sempre deu oportunidade as mulheres que desejaram ser candidatas já que poucos partidos oportunizam a elas as vagas em disputa.

Portanto o PV deve participar ativamente dessas eleições novamente, com chapa forte na proporcional e na majoritária com três bons nomes que já colocaram seus nomes a disposição do partido. Álvaro, João ou Selma. E caso a opção seja por apoiar outra candidatura que se apresente, temos já citados nos meios de comunicação, Marcelo Rangel (PPS), Aliel Machado (REDE), Marcio Pauliki (PDT), Julio Kuller (PMB), Otto Cunha (PMDB) e Sérgio Gadinni (PSol) ou seja, opções diversas de nomes tão bons quanto os apresentados pelo PV.

Lauro Padilha
Ex-presidente do PV de Ponta Grossa

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

O FASCISMO NÃO É DE DIREITA. ENTENDA


O  fascismo, o nazismo e o comunismo passam longe de qualquer ideal  de direita (liberal ou conservadora) devido à total supressão das liberdades individuais, interferência estatal na vida econômica e falência da democracia.


Muitos leitores devem ter achado o título do texto estranho. Não é para menos. Desde o colégio até a faculdade, ouvimos dos nossos “professores” que o fascismo é de direita, que Cuba é um paraíso social e que os EUA e o capitalismo são responsáveis por todas as desgraças da humanidade.  Para entendermos que não há lógica entre associar o fascismo com a direita (entendida como liberal ou conservadora), precisamos primeiro entender rapidamente o que é ser de direita.

Basicamente ser de direita é defender a liberdade individual, o livre mercado como fonte de criação de riqueza e redução de pobreza, e menor interferência possível do Estado na vida econômica, política, social e cultural do país nos limites da democracia.  Já para a esquerda, os ideais de igualdade se colocam acima das liberdades individuais, o foco é no coletivo e o Estado tem papel ativo e vital nas esferas econômicas, políticas e culturais de uma nação. Em outras palavras, enquanto para a direita, a organização da sociedade se dá pelas livres trocas entre os indivíduos, para a esquerda, essa organização está principalmente a cargo do Estado.

Isso posto, e recorrendo ao mínimo de lógica, se ser de direita é desejar um Estado mínimo, livre mercado e democracia, como é que os liberais e os conservadores podem ser associados ao fascismo, regime marcado pela alta participação estatal na sociedade e supressão absoluta das liberdades individuais (leia aqui o que é fascismo por Flávio Flavio Morgenstern). Além disso, vale lembrar que a palavra NAZISMO advém de SOCIALISMO e o partido de Hitler era Socialista!, como observado na  entrevista de Bill Whittle (veja o vídeo aqui).

É evidente que os regimes nazifascistas ao promoveram a supressão de todas as liberdades individuais estão muito mais próximos de regimes totalitários de esquerda do que os ideais da direita liberal ou conservadora. Se claramente há uma diferença de essência entre a direita com qualquer regime totalitário, então, da onde vem essa associação da direita liberal/conservadora com os regimes nazifascistas? 

Provavelmente, a associação decorre do fato de que esses regimes eram contra a Rússia comunista pouco antes da segunda guerra mundial. Mas isso não significa que ser contra o comunismo, é ser automaticamente a favor do fascismo e do nazismo como se não houvesse outras opções. Aqui não vale a lógica de que o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Os regimes nazifascistas entraram em guerra com os regimes comunistas não pela defesa das liberdades individuais, mas sim pelas disputas político-militares que só visavam ao fortalecimento do Partido-Estado. Novamente, o comunismo, o fascismo e o nazismo passam longe de qualquer ideal liberal ou conservador devido à total supressão das liberdades individuais, interferência estatal na vida econômica e falência da democracia. 


No entanto, como a Alemanha era inimiga de um regime comunista, a esquerda progressista,  espertamente seguindo a lógica de hegemonia cultural de Antônio Gramsci ( filósofo marxista), banalizou o termo e promoveu uma verdadeira guerra cultural, chamando de fascista qualquer um que fosse opositor de ideais progressistas ou socialistas (qualquer semelhança com a realidade atual brasileira e americana também é mera coincidência).

A estratégia foi bem sucedida até certo ponto. No entanto, talvez pela própria lógica da dialética marxista, a hegemonia cultural de esquerda promoveu o seu contrário: o nascimento de uma direita jovem, liberal em comportamento, pro mercado e democrática como bem observou o filósofo Luiz Felipe Pondé (aqui). Uma direita que se identifica com Margaret Thatcher e Ronald Reagan e passa longe de qualquer ditadura, seja ela a militar ou a do politicamente correto.  

Além disso, a estratégia da rotularização ofensiva se enfraqueceu devido à própria banalização do termo fascista. Como disse o intelectual Morgenstern (veja aqui palestra), o termo fascista se descolou do seu significado original, perdendo sua força. Segundo ele, chamar alguém de fascista é como xingar a pessoa de chato. Complemento as palavras de Morgenstern dizendo que chamar alguém de fascista só serve para identificar um “debatedor” histérico, ignorante ou desonesto, que recorre a xingamentos por faltar argumentos numa discussão.

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